segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mercedes Sosa - Gracias a La Vida



Violeta Parra

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto

Gracias a la vida, gracias a la vida

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Hit


    Sinto que somos uma canção que não toca mais no rádio e que as pessoas só lembram vagamente do refrão. Parece que fomos a sensação do momento, até que apareceu algo melhor que a gente e não pudemos suportar a competição. Fomos fracos, tentamos pouco. Não buscamos coragem pra seguir compondo ou tentando vender nossa música. Nós dois sabemos que existiam pessoas interessadas em nos ouvir, pagar pelo nosso som e dançar com as nossas melodias. Mas fracassamos em não conseguir encontrar coragem um no outro.

      Nosso tempo passou. Agora existem outras coisas que me motivam a compor e você talvez apenas continue tocando aquela mesma canção. Mas no momento em que eu percebi que estávamos estagnados e o mundo continuava girando, tomei a decisão de compor minhas próprias músicas e seguir um caminho diferente do seu. Porque assim como o mundo cobrava algo novo na nossa relação imutável, eu precisava de renovação. Pena que não encontrei do seu lado. Uma pena...



Texto de Renan Mendes, gentilmente cedido ao Litros e Letras pelo autor. Mais textos de Renan em http://renaomendes.blogspot.com.br/

PORQUE LIVROS TRANSFORMAM O MUNDO



“Livros transformam o mundo, livros transformam pessoas” este é o tema da 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre 9 e 19 de agosto no pavilhão de Exposições do Anhembi. Com uma programação abrangente, o evento mescla literatura com diversão, negócios, gastronomia e cultura.
A Bienal reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras do país. São cerca de 480 expositores participantes que apresentarão para 800 mil visitantes seus mais importantes lançamentos em um espaço total de 60 mil m².
A primeira edição da Bienal Internacional do Livro, realizada exclusivamente pela CBL, aconteceu entre 15 e 30 de agosto de 1970, no mesmo edifício da Bienal de Arte, essa primeira feira reuniu algumas centenas de editoras nacionais e estrangeiras e atraiu milhares de pessoas, adultos, jovens e crianças. Já na 2ª Bienal, em 1972, o total de visitantes chegou a 80 mil e o de expositores passou de 700.
Em 1996, para abrigar um maior número de expositores e proporcionar maior conforto ao público, ela passou a ser realizada no Expo Center Norte. Em razão do crescimento contínuo de público e expositores, em 2002, ela foi para o Centro de Exposições Imigrantes (com 45 mil metros quadrados de área), até finalmente chegar, em 2006, ao Anhembi, o maior centro de exposições da América Latina. Em 2008, a Bienal chegou a sua 20ª Edição e o público infanto-juvenil foi contemplado com o projeto Ler é a Minha Praia.
Em 2010, a Reed Exhibitions Alcantara Machado passou a ser a organizadora oficial da Bienal em parceria com a CBL. Nesse ano a CBL levou uma programação cultural intensa e diversificada atraindo 743 mil visitantes e ampliando o prestígio e importância à Bienal de São Paulo.
Esse ano, a previsão é trazer mais de 800 mil visitantes para a feira que terá uma programação cultural diferenciada que, como sempre, terá o objetivo de incentivar o gosto pelos livros e pela leitura.
Fonte: Site Câmara Brasileira do Livro (www.cbl.org.br)



SERVIÇO:

22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

De 9 a 19 de Agosto de 2012
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana - CEP 02012-021 São Paulo - SP


Horário de Visitação:De 09 a 18 de agosto, das 10h às 22h
Dia 19 de agosto, das 10h às 20h, com entrada até as 18h

Ingressos: R$ 12

As mais mais

                                                                                            

Hoje, quinta-feira, o Litros & Letras começa a oferecer dicas para um fim de semana proveitoso e moderado, diga-se de passagem. Apreciar uma boa bebida não significa beber até cair. Já pensou convidar um grupo de amigos, mostrar no home theater um clássico com a estonteante Audrey Hepburn ou curtir o cd que acabou de comprar e está a fim de ouvir ao lado daquele (a) que você colocou em primeiro lugar no ranking "mais mais" da faculdade ou do trabalho? Sirva pura em copo alto com bastante gelo e decore com um pequeno talo de hortelã e uma cereja ou azeitona. Como tira-gosto? Ora, o que pensou em fazer com o que restou da azeitona ou da cereja?

A Wyborowa é elaborada a partir do centeio e tri-destilada

Se o seu estilo é desportista e você é daqueles que valoriza muito o aquecimento antes de dar o "show no tatame" a dica é uma  saborosa Vodka Wiborowa Single Estate 750 ml com custo médio de R$ 150.  A Wyborowa é considerada a rainha das Vodkas polonesas, triplamente destilada e produzida com ingredientes nobres. O sabor único, suave, levemente adocicado, nos faz lembrar imediatamente a origem principal da matéria-prima - o centeio. Esta tradicional receita polonesa, faz da Wyborowa uma bebida apreciada e admirada no mundo inteiro.
                                                   Fabricante: Pernod Ricard
                                                   Graduação alcoólica: 40 %
                                                           Garrafa 750 ml

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Anarquista, graças a Deus


                                       Jean Desire Gustave Courbet  (1819 - 1877)

Este blog presta hoje uma homenagem a um dos mais talentosos pintores da escola realista francesa. Gustavo Courbet (Ornans, 10 de Junho de 1819 — La Tour-de-Peilz, 31 de Dezembro de 1877) foi acima de tudo um pintor de paisagens campestres e marítimas onde o romantismo e idealização da altura são substituídos por uma representação da realidade fruto de observação directa. Esta busca da verdade é transposta para a tela em pinceladas espontaneas que não deixam de lado os aspectos menos estéticos do que é observado.


                Obra: "Portrait of Hector Berlioz" (1803-1869)

Courbert nasceu numa família de milionários na França. Depois de frequentar um colégio no Marrocos, começou a ter aulas de pintura e iniciou seus estudos de direito em Paris. Finalmente decidiu estudar desenho e pintura por iniciativa própria, copiando os grandes mestres no Louvre, principalmente Hals e Velázquez. Suas primeiras obras foram uma série de auto-retratos. Em 1844 expôs pela primeira vez no Salão de Paris e dois anos mais tarde apresentou os quadros Enterro em Ornans e O Ateliê do Artista, que lhe custaram críticas severas e a recusa do Salão de Paris devido aos seus temas demasiadamente prosaicos. Courbet não se deu por vencido e construiu um pavilhão perto do Salão, onde expôs quarenta e quatro de suas obras, que chamou de realista, fundando assim esse movimento.



                        Obra: "Woman in White Stockings"
O público não viu com satisfação essa nova estética das classes trabalhadoras. Courbet, enquanto isso, estava reunido para compartilhar opiniões com seus amigos, entre eles o pintor e notável teórico anarquista Proudhon, o escritor Baudelaire e o irônico caricaturista Daumier.
Já se discutiu muito sobre os motivos que teriam levado Courbet a escolher os trabalhadores como tema. De fato, os homens de seus quadros não expressam nenhuma emoção e mais parecem parte de uma paisagem do que seus personagens. Courbet se manteve, nesta etapa realista, muito longe do colorismo romântico, aproximando-se, em compensação, do realismo tenebroso espanhol do barroco, com uma profusão de pretos, ocres e marrons, banhados por uma pátina cinza. Comprova-se isto no seu quadro mais importante, O Ateliê do Artista (1855), em que manifestou sua desaprovação em relação à sociedade.


                         Obra: "The origin of the world"

Por volta de 1850, o realismo de Courbet foi se apagando e deu lugar a uma pintura de formas voluptuosas e conteúdo erótico, de figuras femininas no estilo de Ingres, mas mais descarnadas. A elas seguiu-se uma série de naturezas mortas, quadros de caça e paisagens marinhas que confirmaram sua capacidade criativa e técnica impecável. Por volta de 1870, Courbet foi acusado de ter destruído uma coluna da praça Vendôme, o que levou o pintor a se mudar para Viena. Em Paris, suas obras foram rejeitadas, e o ateliê do artista foi leiloado para pagar a restauração da coluna.

Informações: Wikipédia

domingo, 5 de agosto de 2012

Como as mulheres dominaram o mundo

                                     

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho...
Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira.
Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
- E aí, papai?
- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".
- E vocês? Não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior: 
Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
- Aí, veio o golpe mundial?!?
- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...
- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora... Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe.
Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros...
A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho...
E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
- TPM???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... E quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear...
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...


Luis Fernando Veríssimo

sábado, 4 de agosto de 2012

Nove Poemas de Amor



Pablo Neruda


I
Matilde, nome de planta, pedra ou vinho,
de que nasce da terra e que dura,
palavra em cujo crescimento amanhece,
em cujo estio estala a luz dos limões .
Neste nome correm navios de madeira
rodeados pelos enxames de fogo azul marinho,
e essas letras são a água de um rio
que desemboca em meu coração abrasado.
Oh nome descoberto embaixo de uma trepadeira
como a porta de um túnel desconhecido
que comunica com a fragrância do mundo!
Oh invada-me com tua boca abrasadora,
indaga-me, se quer, com teus olhos noturnos,
porém em teu nome deixa-me navegar e dormir.


II
Amor, quantos caminhos há até chegar a um beijo,
que solidão errante há em tua companhia!
Passam os trens sós rodando com a chuva.
Em Taltal não amanheceu ainda a primavera.
Porém tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa as raízes,
juntos com outono, da água, dos quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custa tantas pedras que leva ao rio,
a foz da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações.
tu e eu tínhamos que simplesmente amarmo-nos,
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa os cravos.


III
Áspero amor, violeta coroado de espinhos,
brejal entre tantas paixões eriçadas,
lança das dores, coroa da cólera,
por quais caminhos e como te dirige a minha alma?
Por que precipitaste teu fogo doloroso,
de súbito, entre as folhas frias do meu caminho?
Quem te ensinou os passos que até mim te levaram?
Que flor, que pedra, que humo mostraram minha morada?
O certo é que tremeu a noite pavorosa,
a árvore chegou todas as copas com seu vinho
e o sol estabeleceu sua presença celeste,
entretanto que cruel amor me cercava sem trégua
até que me lançando com espadas e espinhos
abriu em meu coração um caminho de chamas.


IV
Recordarás aquela quebrada caprichosa
de onde os aromas palpitantes treparam,
de quando em quando um pássaro vestido
com água e lentitude: traje do inverno.
Recordarás dos dons da terra:
irascível fragrância, barro de ouro,
ervas do matagal, locas raízes,
sortilégios espinhos como espadas.
Recordarás o ramo que te trouxe,
ramo de sombra e água com silêncio,
ramo como uma pedra com espuma.
E aquela vez foi como nunca e sempre:
vamos ali donde no espera nada
e falamos tudo o que está esperando.


V
Não te toque a noite nem o ar nem a aurora,
só a terra, a virtude dos galhos,
as maças que crescem ouvindo a água pura,
o barro e as resinas de teu país fragrante.
Desde Quinchamalí de onde fizeram-se teus olhos
até teus pés criados para mim na Fronteira
é a greda escura que conosco:
em teus quadris toco de novo todo o trigo.
Talvez tu não o sabias, araucana,
que quando antes do amar-te me esqueci de teus beijos
meu coração ficou recordando tua boca
e fui como um ferido pelas ruas
até que compreendi que havia encontrado,
amor, meu território de beijos e vulcões.


VI
Nos bosques, perdidos, cortei um ramo escuro
e os lábios, sedentos, levantaram seu sussurro:
era talvez a voz da chuva chorando,
uma companhia vermelha ou um coração cortado.
Algo que desde tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um grito ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida escuridão dos bosques.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã canto embaixo de minha boca
e seu errante olor subiu no meu critério.
como assim me buscaram de súbito as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
y me deteve ferido pelo aroma errante.


VII
« Venhas comigo» disse — sem que nada supera
de onde e como ardia meu estado doloroso,
e para mim não havia chave nem barcarola,
nada senão uma ferida pelo amor aberta.
Repeti: vem comigo, como se eu morresse,
e nada veio em minha boca com lua que sangrava,
nada viu aquele sangue que subia ao silêncio.
Oh amor agora ouviremos a estrela com espinhos!
Por isso quando escutei que tua voz repetia
”Venhas comigo” — fui como se desprendia
dor, amor, a fúria do vinho envelhecido.
que desde sua bodega submergida subira
e outra vez em minha boca senti um sabor de chama,
de sangue e de chaves, de pedra e queimadura.


VIII
Sim não foi porque teus olhos tem cor de lua,
de dia com argila, com trabalho, com fogo,
e prisioneira tens a agilidade do ar,
sim não foi porque és uma semana de âmbar,
sim não foi porque és o momento amarelo
em que o outono sobe pelas trepadeiras
e és algum pão que a lua fragrante
elabora passando sua farina pelo céu,
oh, bem amada, eu não te amaria!
Em teu abraço eu abraço o que existe,
a areia, o tempo, a árvore da chuva,
E tudo vive para que eu viva:
sem ir tão longe posso vê-lo todo:
veio em tua vida todo o vivente.


IX
O golpe da onda contra a pedra indócil
a claridade estala e estabelece sua rosa
e o círculo do mar se reduz a uma cauda,
a uma só gota de sal azul que cai.
Oh radiante magnólia desatada da espuma,
magnética viajante cuja morte floresce
e eternamente volta a ser e a não ser nada:
sal roto, deslumbrante movimento marinho.
Juntos tu e eu, amor meu, selamos o silencio,
entretanto destrói o mar suas constantes estátuas
e derruba suas torres de fascínio e brancura,
porque na trama destes tecidos invisíveis
a água desbocada, da incessante arena,
sustentemos a única e acossada ternura.



Links:

Pablo Neruda - Biography

A Magia Da Poesia - Pablo Neruda


A obra que ilustra esta postagem é intitulada " The Happy Lovers" (1884). Óleo sobre tela de autoria do artista francês Jean Desire Gustave Coubert (1819-1877), em exposição no Museu de Belas Artes, na cidade de Lyon, França.